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O climatério corresponde ao período em que a mulher sofre modificações regressivas, incluindo a falta de ovulação e o déficit na síntese de hormônios. Representa a transição do período reprodutivo (menacme) para o não-reprodutivo (senectude). Inicia-se com a queda da capacidade reprodutiva, em geral após 40 anos.

A menopausa, isto é, a data da última menstruação, constitui apenas um marco dentro do climatério. Subdivide-se em três etapas: pré, peri e pós-menopausa. A pré menopausa caracteriza o período do tempo entre o final da menacme e a menopausa e, a pós-menopausa, o intervalo que vai da data da última menstruação até a senectude (em geral 65 anos).
A perimenopausa (transição perimenopausal) é o período de tempo (em geral de 3-5 anos) que precede a última menstruação e no qual há alterações menstruais características. Alguns estendem-se até 1 ano após a última menstruação. Não é obrigatório que as mulheres tenham a perimenopausa. De fato podem ter seu último fluxo de forma repentina, sem qualquer irregularidade menstrual prévia. A senescência é um período indefinido que começa, em geral, após 65 anos, ou seja, na pós-menopausa tardia.

A menopausa incide entre 40 e 51 anos de idade. É precoce quando se instala antes dos 40 anos e tardia após 52 anos. A mulher climatérica apresenta uma série de eventos que resultam, via de regra, do hipoestrogesnismo. Observa-se que no momento do nascimento os ovários contém aproximadamente 2 milhões de folículos e, na puberdade, em torno de 300 mil a 400 mil. Na menacme ocorre, também, progressivo consumo de folículos para cada unidade folicular que atinge plena maturidade, mil folículos sofrem involução. Portanto, que apenas 400 folículos tornam-se maduros (dominantes). Entre 44 e 45 anos, encontram-se, tão somente, 8 mil a 10 mil folículos.

Terminada a menacme, os ciclos menstruais se tornam cada vez mais irregulares. Podem ter ciclos mais curtos ou mais longos, hipo ou hipermenorréia (menstruação excessiva). As ovulações são cada vez menos freqüentes e, quando ocorrem são imperfeitas. É muito comum nesta fase queixa de tensão pré-menstrual (TPM).

A medida que a menopausa se aproxima, principalmente 1 ou 2 anos antes notas-se nítido aumento do FSH (>30) e diminuição do estradiol (<40).

O hipoestrogenismo é responsável por numerosos eventos no período do climatério. As manifestações são genitais e extragenitais.

Nos órgãos genitais externos, observa-se perda de turgor da pele e rarefação dos pêlos. As alterações tróficas manifestam-se por diminuição da espessura da epiderme e da derme e por escassez de papilas. Há redução do tecido adiposo dos lábios maiores, com perda da elasticidade, o que torna os lábios menores proeminentes.
Registra-se debilidade do epitélio vaginal, falta de glicogênio nas células, elevação do pH e diminuição da espessura da mucosa. Desta forma, há maior predisposição para dor na relação sexual, sangramento durante o coito, infecção secundária, corrimento e prurido. Tanto endométrio e o miométrio sofrem alterações involutivas, que culminam com a redução do útero.

Pela insuficiência hormonal, as estruturas responsáveis pela suspensão e sustentação das vísceras pélvicas tornam-se frouxas e menos elásticas. Tal fato predispõe ao aparecimento do prolapso genital.

A insuficiência estrogênica reflete-se na uretra e na bexiga. Em mulheres idosas, a uretra converte-se numa estrutura rígida, de epitélio delgado e friável. É possível haver eversão da mucosa uretral com o aparecimento de carúnculas. A diminuição da pressão intra-uretral, decorrente da insuficiência estrínica, favorece o aparecimento de incontinência urinária aos esforços. A micção torna-se difícil, com aumento do volume urinário, dificuldade para urinar acompanhada de ardência miccional, sensação de micção iminente, associada a urina estéril e dor abdômen inferior (síndrome uretral).

Entre as manifestações extragenitais sobressaem os sintomas vasomotores (calorões e sudorese excessiva), acredita-se que sua origem seja do centro termo regulador do hipotálamo). Registra-se maior freqüência de coronariopatia arteriosclerótica pela ação intrínseca do estrogênio na parede das artérias. É possível observar-se crises de ansiedade e depressão. Há também maior perda de massa óssea que pode levar a osteoporose, achatamento das vértebras; diminuição da estatura e fraturas ósseas.

Algumas mulheres podem apresentar um certo grau de hirsutismo , aumento do clitóris e, menos habitualmente queda de cabelo e alteração da voz.

O diagnóstico é baseado em dados clínicos e laboratoriais. O diagnóstico clínico fundamenta-se na ausência de fluxos menstruais por mais de 1 ano após os 40 anos, associado principalmente aos sintomas vasomotores.

Para avaliar-se o risco cardiovascular, analisam-se os níveis de colesterol e frações, triglicerídeos, proteína C reativa, apolipoproteínas A e B, lipoproteína A, homocisteina.

Para o manejo terapêutico deste período conforme a intensidade dos sintomas preconiza-se a reposição hormonal com estrogênio caso não haja contra-indicação absoluta para seu uso.

Além do uso de hormônios sintéticos podemos lançar mão de tratamentos alternativos com isoflavonas, linhaça e óleo de primolla associada a exercícios aeróbicos.

Atualmente, preconiza-se evitar a reposição com hormônio sintético a não ser que a sintomatologia da paciente seja intensa.




Dra.Lidia Rosi Medeiros, é médica desde 1985 formada pela FFFCMPA, fez residência médica em ginecologia e obstetrícia no Hospital de Clinicas de Porto Alegre em 1986 e 1987.


Cirurgia ginecológica minimamente invasiva.


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Dra. Lidia Rosi Medeiros - Mestre e Doutora em Medicina pela UFRGS
Consultório: Rua Antenor Lemos 57, 6 andar, Menino Deus, Porto Alegre, RS
Telefone: (051) 32316266 ou (051) 32310130

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