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A histerectomia (retirada do útero) é um dos procedimentos mais comuns em cirurgia ginecológica. Esse procedimento é realizado, na grande maioria das vezes, em pacientes com doença benigna do útero que não responderam a outro tipo de tratamento.

A grande indicação desse procedimento são os sangramentos uterinos disfuncionais (alterações hormonais) como: endométrio proliferativo, pólipo endometrial (com recidiva após histeroscopia cirúrgica) ou conforme idade da paciente e história pregressa, hiperplasia cística de endométrio e hiperplasia glandular de endométrio. E outro maior motivo desse procedimento são os miomas uterinos e/ leiomiomas de útero, que são tumores uterinos totalmente benignos, mas que ocasionam sangramento uterino aumentado e cólicas fortes durante a menstruação.

Além dos sangramentos uterinos por causas disfuncionais e miomas temos ainda a doença que chamamos de adenomiose. Essa doença ocasiona aumento global do útero (sem apresentar um tumoração como os miomas) e ocasiona fortes cólicas menstruais e sangramento aumentado. Conforme o tamanho do útero e do tamanho dos miomas, uma das opções terapêuticas é o uso do DIU com progesterona- levonorgestrel( MIRENA), a fim de reduzir o sangramento e as cólicas menstruais.

Além das indicações acima descritas, para a retirarda do útero existem as indicações devido à doença ovariana que pode indicar o procedimento de histerectomia com anexectomia bilateral, com exame de congelação (exame realizado por médico patologista que vem ao bloco cirúrgico para analisar a peça ovariana retirada) durante o ato operatório, conforme este exame o procedimento pode necessitar de complementação cirúrgica com linfadenectomia de gânglios pélvicos e para-aórticos.

O tratamento hormonal, com análagos de GnRH (ZOLADEX), é extremamente caro, usado somente para fins pré-operatórios – redução de mioma e de tamanho do útero para ser realizado – a fim de reduzir o tempo operatório e o sangramento transoperatório. Esse medicamento deve ser usado por um período máximo de seis meses, pois ocasiona perda de massa óssea de 1% ao mês durante o tratamento, e usado e tempo maior pode vir a ocasionar osteoporose. Além disso, quando o tratamento é concluído (6 meses) se não submetermos a paciente à cirurgia haverá aumento considerável do tamanho do útero e dos miomas de forma rápida.

Os outros tratamentos hormonais a base de progesterona oral e/ou injetável estão associados a: aumento de peso, acne, hipertensão, edema de membros inferiores, sangramentos irregulares e as vezes aumentados e depressão. Isso não quer dizer que toda a paciente que faça uso de progesterona terá esses para efeitos, mas são muitos freqüentes e a você deverá estar ciente.

Desta forma, você foi informada de outros tratamentos que podem ser utilizados antes da conduta de histerectomia. A histerectomia é um procedimento cirúrgico, considerado de médio porte. Assim, você deverá ser submetida a uma bateria de exames pré-operatórios e avaliação cardiológica. Na atualidade, a histerectomia vaginal é a técnica mais preconizada, pois possibilita menor risco de infecção, a realização de anestesia peridural ou raquidiana (que permite analgesia pós-operatória por 24h) e retorno mais rápido as atividades profissionais.

Muitas vezes, conforme o caso, lançamos mão do auxílio vídeo-laparoscopia, para efetuarmos a liberação de aderências pélvicas e também para liberarmos os anexos uterinos. Entretanto, nem sempre a histerectomia vaginal associada ou não a vídeo-laparoscopia pode ser realizada, em decorrência de aderências pélvicas importantes por cirurgias anteriores ou doenças anteriores, como endometriose. Nesse caso, torna-se imperativo a técnica convencional com incisão abdominal (tipo cesariana) – laparotomia, a fim de que o problema principal possa ser resolvido de maneira adequada.

O tempo de internação hospitalar poderá variar de 48h-96 h, dependendo do procedimento realizado e de sua recuperação. Caso você tenha idade superior a 65 anos, ou seja obesa, tenha hipertensão ou diabete irá receber no pré-operatório e durante a internação heparina sub-cutânea, a fim de evitar trombose ou embolia. Toda a paciente submetida à histerectomia recebe antibiótico profilático durante o transoperatório e mais três doses no pós-operatório imediato, a fim de evitar infecção de cúpula vaginal ou da incisão abdominal, pois a vagina é considerada um meio potencialmente contaminado.





Dra.Lidia Rosi Medeiros, é médica desde 1985 formada pela FFFCMPA, fez residência médica em ginecologia e obstetrícia no Hospital de Clinicas de Porto Alegre em 1986 e 1987.


Cirurgia ginecológica minimamente invasiva.


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Dra. Lidia Rosi Medeiros - Mestre e Doutora em Medicina pela UFRGS
Consultório: Rua Antenor Lemos 57, 6 andar, Menino Deus, Porto Alegre, RS
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